Um argumento negativo contra a criação independente das espécies, amplamente utilizado por Darwin e alguns de seu seguidores modernos como Elliott Sober, questiona a adequação de um Criador como explicação para a similaridade entre os seres vivos. Ele pode ser delineado no silogismo abaixo:
(1) Se um Criador tivesse criado as espécies independentemente, estas não compartilhariam características similares.
(2) Espécies compartilham características similares.
(3) Logo, um Criador não criou as espécies independentemente.
Ainda que esta seja uma aplicação correta do argumento modus tollens, não temos razão nenhuma para aceitar a premissa (1). Tal premissa inclui uma asserção teológica que jamais é provada pelos evolucionistas: Por que um Criador estaria obrigado a produzir organismos que não compartilham características (morfológicas ou genéticas) com outros organismos? Existe alguma prova filosófica que demonstra uma necessidade ontológica que este seja o caso? Existe alguma afirmação no texto sagrado de qualquer religião que impõe ao Criador este modo de criação? Não que eu saiba. O argumento é, portanto, uma petição de princípio, já que impõe ao Criador um modo de criação que parece necessário somente ao evolucionista. Contra o evolucionista, afirmo que não é contrário ao fato da Criação, que o Criador tenha incluido similaridades nas diferentes espécies, assim como não nos surpreende que humanos reutilizem tecnologias em novas invenções. Por exemplo, é sabido na engenharia que certos designs são notoriamente mais funcionais para alcançar um determinado fim. Por exemplo, seja hoje ou daqui 500 anos, todos os carros terão rodas redondas, porque esse formato minimiza a friccão e aumenta a eficiência daquilo que se quer alcançar: o movimento de um lugar ao outro. Analogamente, seres vivos habitando ambientes similarides, se beneficiarão de morfologias similares. Por exemplo, o formato fusiforme reduz o arrasto aquadinâmico, minimizando a energia utilizada pelo organismo durante a natação. Não é de se espantar então, que golfinhos, pinguins e peixes tenham formato de corpo fusiforme, já que habitam (total ou parcialmente) o ambiente aquático. Veja que, neste caso, a observação que motiva a conclusão aqui proposta é a mesma do evolucionismo: espécies estão adaptadas ao meio ambiente em que vivem. A diferença é que, enquanto evolucionistas postulam que espécies distintas se adaptaram lentamente ao ambiente por causas cegas (mutações), o meu argumento admite que as espécies foram criadas já adaptadas para exercer um certo fim. Qual das duas alternativas lhe parece mais coerente? Desconheço qualquer evidência de que o acaso possa organizar o quarto de um adolescente pela ação dos ventos, quanto mais projetar um organismo inteiro pela ação das mutações. Conheço entretanto, diversos engenheiros que produzem estruturas para um devido fim.
Um segundo ponto que sugere a conveniência da existência de homologias é que elas facilitam o avanço da ciência, principalmente na medicina. A vasta maioria dos remédios utilizados por humanos tem que antes ser testados em outras espécies de animais. Somente o mais imoral dos evolucionistas, sugeriria que drogas em fase experimental fossem testadas em bebês humanos. A presença de homologias fisiológicas, genéticas e morfológicas entre os camundongos e humanos é razão pela qual podemos poupar nossas crianças (e adultos) deste abuso. Podemos testar medicamentos em camundongos e sabemos que os efeitos observados podem ser extrapolados, com as devidas precauções, para os humanos. Caso os organismos fossem fundamentalmente diferentes entre si, grande parte da medicina (e com ela o bem estar da população humana) seria severamente comprometida.
Por último, o processo digestivo exige que aquilo do qual nos alimentamos, seja similar a nós. Fossem os organismos herbívoros feitos de cobre e alumínio, não conseguiríamos incorporá-los na nossa própria substância através da alimentação. É porque os organismos são compostos de partes similares (ex. proteínas, lipídeos, carboidratos, etc) que conseguimos assimilá-los.
Espero ter conseguido convencê-los de que o fato da homologia, não necessita da hipótese evolucionista da ancestralidade comum universal. No próximo post, avaliarei o conceito de convergência evolutiva.
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O PRINCIPAL ARGUMENTO DE DARWIN CONTRA A CRIAÇÃO INDEPENDENTE DAS ESPÉCIES
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